Ōkami

Okami

Oh Okami Amaterasu, origin of all that is good and mother to us all.

Acabei finalmente o jogo Ōkami, para a PS2. Cerca de 50 horas de jogo, com ainda algumas sidequests que ficaram por terminar. Um jogo bonito, divertido, com boa história e música fantástica.

O Jogo

Ōkami surgiu no fim de vida da PS2, em finais de 2006, meses antes da saída da PS3. Foi desenvolvido pelos estúdios Clover (que entretanto foram fechados). O jogo não vendeu muito bem no Japão, mas foi muito bem aceite na América, onde vendeu mais de 200 mil unidades. Aclamado pela crítica, recebeu vários prémios, incluindo IGN’s 2006 Game of the Year, e mais recentemente, seleccionado de entre 7 jogos como o melhor jogo do ano passado pela Edge Magazine.

Em termos gráficos, o jogo apresenta um aspecto cartoonish, que aprecio bastante.

 

Okami

 

A História

Conta a lenda que, na pequena aldeia de Kamiki, há 100 anos atrás, um lobo branco ajudou um guerreiro local, Nagi, a derrotar a serpente demónica de 8 cabeças Orochi, que todos os anos levava uma jovem donzela como sacrifício. O lobo sofrera feridas mortais na luta, e os aldeões tinham erigido uma estátua em sua memória. Tanto tempo depois, a espada que matara Orochi, e o selava, foi removida, e a poderosa maldição da serpente voltou à terra. Chegou a altura do lobo, não mais que a poderosa deusa Amaterasu, voltar à vida para eliminar os males e monstros que invadiram as terras de Nippon.

Uma das razões que me faz gostar do jogo, é a sua história, não só em si, mas também todas as referências à mitologia japonesa, das quais Amaterasu (deusa do sol), Nagi (Izanagi), Orochi, e tantos outros fazem parte. As próprias armas usadas pela Ammy (nome carinhoso porque é tratada pelo seu companheiro, o sprite e pintor Issun), correspondem aos três tesouros sagrados da família imperial japonesa, a espada, Kusanagi (草薙劍), a jóia ou colar de jóias, Yasakani no magatama (八尺瓊曲玉), e o espelho Yata no kagami (八咫鏡), sword, rosary e reflector, respectivamente.

Amaterasu acorda numa altura em que muitos dos habitantes da terra não acreditam em deuses ou milagres, e o seu próprio poder diminuiu muito em 100 anos. As 13 técnicas de pincel celestiais perderam-se pelo mundo, e ela e Issun partem à sua descoberta, destruindo monstros, e fazendo milagres para ajudar as pessoas pelo caminho.

Técnicas de pincel celestiais?

Mecânica de Jogo

Como lobo-deusa, podemos correr (atingindo grandes velocidades até o ecrã ficar meio desfocado), saltar, morder, escavar, atacar (enquanto em combate) com diferentes armas. No entanto, os verdadeiros milagres, e o que distingue este jogo de um Zelda, por exemplo, é o uso do pincel. Segurando o R2, é colocado um scroll “à frente do mundo”, onde podemos pintar milagres. É desta maneira que interagimos em grande parte com os cenários, desenhando o sol no céu para fazer dia, fazendo árvores e trevos florir, cortando barreiras. E isto é mais fácil mostrar do que explicar, fica aqui um dos trailers do jogo.

 

O jogo não é difícil, quando falo de 50 horas de jogo, é jogo corrido. Tem alguns puzzles de tentativa e erro, e demorar meia hora a escalar uma torre para depois cair cá abaixo e começar tudo de novo pode acontecer. Apesar de as estatísticas de fim de jogo, mostrarem 2 mortes, morrer é complicado. Podes andar com um “supermercado” de snacks para a lobinha, e é só estar com atenção à saúde para evitar a morte. O jogo é rico em savepoints, e há sempre um antes dos bosses, pelo que nunca se tem de andar a repetir salas que não se quer. A dificuldade dos monstros vai aumentando, e são facilmente evitáveis nos cenários. Cada monstro tem normalmente um truque e técnicas de pincel necessárias à sua derrota. Os bosses são mais complicados, e têm sempre truques mais complicados mas nunca muito obscuros, basta olhar em volta e tentar dar uso às técnicas de pincel aprendidas.

O jogo tem também alguns mini-jogos que surgem durante a história. Mudam o passo do jogo e são divertidos, apesar de o jogo da pesca, tornar-se um bocado chato quando o peixe não quer mesmo, MESMO, ser apanhado.

Em suma

Adorei o jogo. Divertido, bonito, e adoro a banda sonora, cheia de flautas e tambores japoneses. Gosto muito dos elementos da mitologia e cultura japonesa integrados na história (e de poder bater na Kyubi! Ahah!). Ao acabar o jogo desbloquei vária concept art e também a música do jogo, se quiser ficar ouvir. E também a oportunidade de voltar a jogar para desbloquear o resto que não consegui da primeira. É um jogo a que gostaria de voltar, no futuro, e isso é normalmente muito bom sinal.

2 comentários

Filed under jogos

2 responses to “Ōkami

  1. q208

    também tenho esse jogo…achei diferente….Tens de jogar viewtiful joe 2 e não te vais arrepender;)

  2. Eu não tenho esse jogo mais gostaria de ter! Parece muito bem elaborado

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