Nethack

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Existe um medalhão, e por um qualquer motivo obscuro, tem que ser teu. Sejas tu quem fores, guerreiro selvagem, nobre feiticeiro, “Légolas” wannabe, sejas quem fores, agarra tudo o que conseguires levar e mais um cão ou gatinho, e prepara-te para descer à masmorra infernal. Existem orcs, demónios, lojistas amáveis, guardas atiradores de tartes, um oráculo, unicórnios (e nem por isso penses que são simpáticos! não são! mesmo!), minas, até uma cidade, e tudo o mais que possas imaginar, debaixo do chão. E as tuas hipóteses de chegar vivo ao décimo nível subterrâneo são poucas, mesmo muito poucas.

Nethack é um jogo em que encarnamos um qualquer aventureiro e vamos explorar uma masmorra. O jogo é extremamente difícil, do tempo em que ainda não havia interfaces gráficas, e se jogava num terminal de unix (onde o personagem principal é uma @, e os monstros são toda uma miríade de letras). Hoje em dia já há versões com gráficos mais potentes que o ASCII, e também uma versão para a Nintendo DS.

Ok, um jogo ascii mega difícil, adorado por geeks! Ya, deve ser bom… No entanto, os detalhes tornam a experiência estranhamente envolvente. Sentes fome, há escritos nas paredes e mensagens espirituosas nos túmulos de ex-aventureiros. Não podes vestir a armadura por cima do robe, e se tiveres um arco podes usá-lo para bater nos monstros em melee. E é bastante viciante. Durante um tempo vais morrer e tentar de novo, tentar chegar mais longe. Morre-se das maneiras mais estúpidas, ou porque leste um scroll de create moster, ou porque bebeste de uma fonte e apareceu um demónio azul montes de forte, ou um mimic escondido na loja te decidiu atacar (disparar setas dentro de lojas sucka!), ou ficaste sem comida, etc, etc. Nem vais dar pelas horas passar… até que eventualmente tens uma morte que te chateia à brava e te fartas… por uns tempos.

Eu andava numa de jogar Ranger, usam arco e começam com setas mágicas e uma quantidade razoável de comida. Então eu andava pelos corredores e despachava os monstros todos em fila. Podiam vir exércitos de Urukais que eu dava conta deles, enquanto tivesse setas. Depois zás, caí numa armadilha, fui transformada numa purple worm bebé, teleportada para o nível mais abaixo, todo o meu equipamento destruído, e morri pouco depois, no nível 11. Isso foi a minha glória…

Mas acabar de escrever este post está-me a dar pica para voltar à carga. Podem sacar o jogo do site. Encontrei umas dicas spoiler free aqui, e nunca li o Guide Book, mas se calhar até devia ler. Ah, e mantenham-se longe dos unicórnios!

1 Comentário

Filed under Geek, jogos

One response to “Nethack

  1. No domínio de mortes estúpidas nada bate o “suicídio por Cockatrice“: Pegar no cadáver de um bicho cujo bico transforma quem leva com ele em pedra e usá-lo como “espada” (uma arma MUITO eficiente) mas não ter a clareza de espírito de andar com pouca coisa no inventário. Nas próximas escadas que encontres, desequilibras-te, estatelas-te ao comprido, e o bico da bela Cockatrice (ou o que sobra dela) graciosamente toca em ti. Petrified by a cockatrice corpse: Game over.

    E qual unicórnio. Cuidado é com as soldier ants. Raio de praga. Basta ver estatísticas aqui e aqui. Eu cada vez que vejo uma, viro costas e vou na direcção contrária. Ela, com certeza, não está sozinha.

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