Keep on the Shadowfell – Sessão 1

A primeira aventura de quarta edição de Dungeons & Dragons, Keep on the Shadowfell, veio para as ruas no passado dia 20, e eu consegui reunir o meu grupo de D&D para experimentarmos, com o pormenor de ser eu a sentar-me na cadeira de mestre do jogo (what was i thinking really?). Acho que foi um bocado suícida começar a jogar antes dos livros sairem visto que ninguém sabia as regras muito bem (incluindo o DM, que era eu :P) levando a alguns erros aqui e ali. NO ENTANTO(!), estávamos a jogar quarta edição!

O bom

Estivemos mesmo a jogar Dungeons & Dragons quarta edição, uma semana depois do lançamento. Algo que nunca pensámos ser possível visto a nossa campanha em 3.5 (Elemental Campaign) estar, provavelmente, para durar. Consegui ainda recuperar uma jogadora que já não vestia as robes/armadura há bastante tempo.

O mau

Ninguém sabia as regras! E eu tinha o caos atrás do DM screen. Isto de ser n00b Dungeon Master é complicado, e o fluxo do jogo foi um bocado lento, o que também é normal tratando-se de um rule set novo. Controlar meia duzia de monstros por encontro em vez de um, para quem não tem prática é dificil, e requer ter um bom esquema de organização (ou memória fotográfica!).

A party

Tinha quatro jogadores que escolheram (com os dados) entre as personagens pré-geradas que vêm com a aventura, eles eram:

Darnakos, Tiefling Warlord (leader)
Kara, Dwarf Fighter (defender)
Magiuse, Human Wizard (controller)
Serjh, Half-elf Cleric (leader)

Em resumo: 2 leaders, 1 defender, 1 controller, 0 strikers.

Gameplay

Apesar dos comentários “Isto é Magic!” em relação aos turnos e fases, não demorou muito tempo aos jogadores começarem a usar e combinar os seus vários poderes. O wizard gostou muito de fazer spells de área logo a nível 1, apesar de a malta não gostar de ter de rolar um ataque para cada alvo dentro da área (reflex saves desapareceram, agora tenta-se bater uma defesa, uma espécie de AC). Eu gostei muito do Warlord e os seus poderes de moverem os PCs e monstros durante o combate, mesmo com os jogadores a fazerem uma careta às habilidades “boardgame like”. A verdade, penso eu, que os slides, pushs, trade positions são uma abstracção do movimento para mostrar que uma batalha é algo dinâmico, e não dois individuos parados a baterem-se com uma espada. Vejam um filme de acção, o “herói” empurra, puxa, atira os inimigos, move-se e vai atrás deles para bater mais.

O cleric pareceu-me bastante mais divertido, deixando de ser um kit de primeiros socorros com pernas. Em relação ao fighter e as suas marcas maravilha, confesso que não dominámos bem a cena e vou ter que estudar melhor isso.

Os monstros são fixes, os minions (monstros que caiem com um hit) caiem na primeira ou segunda ronda, mas a batalha extende-se por mais rondas porque não são só os pcs a terem 20 ou 30 hit points a nível 1. Pergunto-me como evitar que os jogadores assumam que montros iguais são sempre minions a partir do momento que um cai, visto que até estava a usar markers iguais (para facilitar).

E mesmo com healing surges, e muito hp, houve gente a ir a negativos, e a cair ao chão. Curiosamente, apesar de toda a história de em quarta se acabarem os dias de 10 minutos de trabalho, acabaram por apenas fazer um combate por dia.

Erros

Atrapalhada e sem querer perder muito tempo a vasculhar as dezenas de folhas de papel do meu lado do DM Screen para fazer o double check, acabei por cometer alguns erros:

Second Wind, a habilidade que permite usar uma healing surge durante o combate, é uma standard action, e não uma move action como disse um dos jogadores. E dá ainda um bonus +2 a todas as defesas até ao proximo turno do jogador.

Stand Up não provoca ataque de oportunidade, ao contrário de terceira.

E provavelmente muitas outras coisas que não reparei…

A história até agora – *SPOILERS*

Os quatro companheiros partiram da sua cidade Fallcrest com uma missão, investigar as ruínas de um keep nas redondezas de Winterhaven, a pedido de Parle Cranewing, um estudioso sem grande espírito de aventura. E também com o desejo de encontrarem Douven Staul, um amigo que viera à procura do túmulo de um dragão, e não tinha voltado, deixando a esposa preocupada.

Seguindo pela King’s Road, foram embuscados por pequenas criaturas armadas de lanças e pele coberta de escamas, que depois vieram a saber chamar-se Kobolds. Eliminados os Kobolds, não passou muito tempo até verem as muralhas e portões de Winterhaven, onde os guardas os deixaram passar depois de saberem do seu pequeno encontro com os bandidos da estrada, que há tempos atacavam e afugentavam os mercadores da pequena aldeia.

Procuraram logo a Inn local, Wrafton’s Inn, para descanço e informações. Salvana, a dona do local que limpava os copos atrás do balcão da sala comum, não lhes deu muitas informações sobre Douven, apenas confirmando que há já alguns dias que não era visto. O sítio estava sossegado àquela hora da tarde, mas entre um par de cervejas conheceram Valthrun, um estudioso que lhes prometeu ajudar na sua missão de encontrar Douven com um mapa, duma zona associada a dragões que ficava a sudoeste, e Lord Padraig, o chefe da aldeia que surgiu muito curioso em relação aos feitos dos novos visitantes em relação aos bandidos Kobolds na estrada, que Kara chamava de “Yeps”.

Lord Padraig propôs-lhes uma oportunidade de emprego, limpar o lair dos Kobolds, que tanto têm importonado a aldeia e os seus visitantes. Eles aceitaram, tentando negociar o preço dos seus serviços sem grande sucesso. Com planos para partir no proximo dia às cinco da manhã, aproveitaram para descansar o resto do dia.

Com os primeiros raios de sol a tocar o céu, partiram da aldeia, indecisos entre procurar o lair dos kobolds ou encontrar o lugar onde Douven teria ido. Decidiram procurar o amigo. Chegaram sem dificuldade ao local, uma cratera onde diversos humanóides, pareciam atarefados a escavar. Um deles, mais pequeno que um homem e de pele escura chamou-os para virem ver algo muito interessante que tinham descoberto. Magiuse agiu desconfiado, preparando um feitiço, apesar do gnomo não aparentar querer problemas. Mas tinham razões para suspeitar porque mal se aproximarem, ele ordenou que uns grandes lagartos de guarda atacassem. Magiuse preparado, lançou-lhes um spell de sleep, que os deixou sonolentos. Os humanos juntaram-se ao gnomo na luta, que desapareceu após o golpe esmagador de Kara, enquanto que um hafling bombardeava-os com pedras à distância. As tácticas de Darnakos, a magia de Magiuse e Serjh e o grande maul de Kara, acabaram por finalizar o combate sem baixas para o seu lado, e encontraram Douven amarrado e amordaçado debaixo de um manto, muito feliz de os ver.

2 comentários

Filed under jogos, Roleplay

2 responses to “Keep on the Shadowfell – Sessão 1

  1. Pingback: Keep on the Shadowfell - Sessão 2 e 3 « Paper Dragon

  2. Pingback: Rescaldo do Keep on the Shadowfell « Paper Dragon

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s