Keep on the Shadowfell – Sessão 2 e 3

Neste Worldwide D&D Game Day 2008, um dia após o lançamento oficial da Quarta Edição de Dungeons & Dragons pela Wizards of the Coast, como não tivemos sessão regular da Elemental Campaign, ausência do DM, nem conseguimos arranjar mesa nas loja Arena (único local em Lisboa a correr o evento), combinei mais uma sessão da aventura do Keep On The Shadowfell, desta vez com jogador convidado.

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Gameplay

A segunda sessão foi marcada por muitos kobolds e muitas batalhas. O combate fluíu melhor em relação à primeira sessão, o grupo estava mais familiarizado com as regras. No entanto, foi evidente que faltava algum DPS (ou DPT, damage per turn) ao grupo pela falta de um striker, que fez com que o combate no lair do kobolds teimasse a não terminar, ou terminar com os pcs em muito mau estado. Irontooth, o boss, tinha mais de 100 hit points. E batia com bastante força, sobretudo depois de bloodied. Para além disso, verificou-se que é bastante complicado recordar todos os pequenos bonus e penalidades que duram um turno, e até mesmo os status são facilmente esquecidos (apesar de eu por marcas, aka caixinhas, por tudo e por nada).

O DM (eu) mudou a gestão de iniciativa para uso de cartões em vez de tabela, e creio que isso ajudou também a subir o ritmo. No entanto, os cartões que vêm no DMG não me pareceram muito úteis. Tendo em conta que vou usar um cartão por tipo de monstro, anotar hp e status neles não é muito útil, para além de q não quero andar à procura do cartão certo na vez do pc que está a bater no monstro. Seria mais útil ter as habilidades dos monstros, cenas que eles fazem na vez deles. O dano e outros status guardo no bloco de notas, naquilo que chamo a “combat sheet”.

Na terceira sessão, passámos bastante tempo na cidade. Gostaria de ter colocado um skill challenge na perseguição de Sapo à elfa, Ninaran, mas ainda não estou familiarizada com o sistema. Houve também uma grande confusão porque a party descobriu uma armadura mágica, mas ninguém sabia com que armaduras tinham proficiência (ninguém se lembrou de por isso na aventura!). O combate com os goblins decorreu sem grandes incidentes, apesar de Sapo se queixar que com 20 de dano, matava 3 goblins em 3.5. Pergunto-me no entanto de uma coisa, quão ingame são as marcas. Os goblins têm a habilidade de fazer shift quando falham um ataque sobre eles, mas eu ficava relutante em fazer esse shift sabendo que o goblin estava marcado e ia levar uma grande cacetada.

Tivemos finalmente a oportunidade de ver um striker em acção, Sapo, o hafling rogue, que dava +2d8 de dano quando tinha combat advantage. Que dá uma data de dano num crítico!

A história até agora – *SPOILERS*

Douven, o amigo resgatado, ofereceu aos aventureiros o seu amuleto como recompensa, que se juntou aos espólios da batalha, juntamente com um antigo espelho, que os bandidos tinham escavado. Decidiram voltar a Winterhaven, para que Douven chegasse lá inteiro, tendo em conta os ataques de Kobolds, e foi boa ideia, porque os kobolds atacaram mesmo, parecendo a embuscada estar preparada exactamente para Darnakos, Serjh, Kara e Magiuse. A ameaça foi eliminada com golpes de espada, martelo e magia, contra os “Yep!Yep!” dos Kobolds, que lutaram até à morte.

Douven entregue, seguiram em direcção à localização do lair dos Kobolds, como lhes tinha sido indicada por Lord Padraig, chefe da aldeia. No meio da floresta, junto a uma pequena cascata murmurante, estavam eles, as pequenas criaturas avermelhadas e com escamas. Seguiu-se a eminente batalha, assim que ambos os lados ficaram conscientes da presença um do outro. Entre a munição especial do kobold slinger ao dragonshield que ocupava um círculo marcado por runas, não conseguiram evitar a derrota contra àquele grupo de aventureiros, que os atacava de entre as árvores. No entanto um fugiu, para dentro da cascata, de certo a avisar os que se encontravam lá dentro.

Feridos e cansados, o grupo achou por bem descansar, e tentaram arranjar um local perto onde pudessem dormir para recuperar forças. Magiuse encontrou-lhes uma pequena gruta entra a folhagem da floresta, mas não evitaram que, a meio do descanso, uma party de kobolds os atacasse. Preferiram recuar até Winterhaven e dormir descansados na Wrafton’s Inn.

Na manhã seguinte, às cinco da manhã, voltaram à carga. À porta do covil havia apenas dois kobolds que tombaram antes de poder alertar o interior. E depois avançaram. Passando por entre a água fria da cascata, depararam-se com um conjunto de grutas escavadas, infestadas de kobolds, preparados para o combate. Kobolds tombavam para a esquerda e para a direita, mas o ruído de batalha trouxe-lhes reforços. Enquanto de um lado, um grupo foi afectado pelo sleep spell de Magiuse, do outro, um goblin furioso com uma tatuagem de um cranio de uma ram, carregou sobre Kara e Darnakos. Irontooth, um nome que tinham ouvido antes. O líder dos kobolds, não estavam é à espera que fosse um goblin. Irontooth atacava-os com um battleaxe, golpeando-os fortemente, e recebendo golpes também. Era rijo para um goblin, e a batalha pareceu durar eternidades. Quando finalmente tombou, metade do grupo estava semi-morto, mas ainda tiveram a oportunidade de capturar e amarrar um kobold sobrevivente.

Do bando de kobolds, ficaram dezenas de corpos espalhados pelas grutas. Procuraram então pela recompensa de tão dura batalha. Descobriram um cofre com ouro, uma nota de um tal Kalarel que dizia para a Irontooth estar de olho a visitantes de Winterhaven, e que não faltaria muito tempo para conseguir abrir o rift e receber os demónios enviados por Lord Orcus. E entre sacos e camas, estava um hafling. Amordaçado, amarrado e meio a dormir, os kobolds tinham-lhe batido com tanta força que nem se recordava do seu nome ou de onde tinha vindo. Mas as suas coisas estavam ali, e juntou-se aos quatro aventureiros. – “Tratem-me por Sapo.”

Seguiram para a vila, acompanhados do hafling chamado Sapo e do kobold capturado enfiado num cofre, com os sentimentos divididos entre a vitória no covil dos kobolds, e a ameaça sobre a aldeia. Já dentro dos seus muros, chegados à Inn, chegaram a meio duma grande algazarra, em que Douven contava a história da batalha de Kara, Darnakos, Serjh e Magiuse contra os kobolds pela décima vez, cada vez de forma mais fantástica. Foram cumprimentados com entusiasmo, e Lord Padraig convidou-os para a sua mesa, para saber novidades. Eles mostraram-lhe a cabeça de Irontooth, que deixou o chefe de aldeia enojado mas satisfeito. Mas também queriam contar-lhe algo mais, em privado, o que o deixou preocupado. O novo membro do grupo, detectou entre os aldeões festivos, uma elfa que se mantinha à parte e séria, e ficou com ela debaixo de olho, entre perguntas aos locais se o conheciam.

Separaram-se. Magiuse tentou vender algum do espólio capturado na loja de Bairwin Wildarson. Darnakos, Serjh e Kara falaram com Lord Padraig na sua casa sobre a nota omiciosa sobre o rift e Lord Orcus, e entregaram o Kobold ao líder da guarda da aldeia, Kelfem, para conversar. Sapo seguiu a elfa até uma ruela, e viu-a entrar na sua casa, tendo ficado de vigia a noite toda, à espera que saísse. Mas não saíu. E vieram a descobrir que tinha saído com grande pressa da aldeia. E acharam isso muito suspeito.

Quanto ao Kobold capturado, apenas sabia que havia mais goblins nas ruínas do keep e que Irontooth tinha tomado conta do bando de kobolds para atacar viajantes. Desconhecia quem pudesse ser Kalarel. Valthrun deu-lhes informações em relação ao keep. Construído na altura do tempo do império humano de Nerath para proteger uma passagem para o plano de Shadowfell, em que ligava a um templo de Orcus, tinha sido abandonado aquando da queda do dito Império e desabado devido a um terramoto que ocorrora anos antes. Contou-lhes ainda a história de Sir Keegan, um cavaleiro que tinha endoidecido e assassinado toda a sua família e guarnição, mesmo antes do keep ter sido abandonado.

Resolutos a investigar o keep mais a fundo, e não só por terem um contrato para arranjar um mapa das ruínas para um estudioso de Fallcrest, partiram na sua direcção. As ruínas estavam silenciosas, e nem ervas daninhas cresciam ali. Quando desceram ao nível inferior, acima da superfície o edifício estava totalmente destruído, encontraram mais ou menos o que esperavam, goblins. Tentaram ganhar vantagem do seu poder de fogo, aka wizard, mas os goblins eram sneaky bastards, e conseguiram atraí-los para lutar no interior, chamando-os para dentro da masmorra. Magiuse teve um encontro inesperado com um swarm de ratos faminto ao cair num buraco dissimulado no chão, enquanto o resto do grupo tentava despachar os goblins, contando com o martelo de Kara, as adagas mortíferas de Sapo, a energia radiante da fé de Serjh e o poder militar e táctico de Darnakos. Houve um goblin que consegui fugir, e apesar dos esforços do grupo, não foi encontrado. Restam vários corredores a explorar, o que irão encontrar?

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