Keep on the Shadowfell – Sessões 5 e 6

Há mais do que goblins escondidos no Keep on the Shadowfell, e o nosso grupo de aventureiros continua a avançar pelos seus corredores, e a descobrir os perigos que escondem.

Gameplay

Uma das coisas que se nota em quarta edição, e na aventura Keep on the Shadowfell, é que o local onde se passa o combate é tão importante como que inimigos fazem parte do confronto. O problema é claro quando os personagens mal passam da porta, e ficam à espera que os bad guys venham ter com eles. Ora, isso não funciona muito bem quando os inimigos usam crossbows, e podem atacar à distância. (Nas outras circunstâncias, eu bem que gostaria de aprender a “puxá-los” para dentro da sala.) Isto força-os a entrar na sala e ser alvo dos vários hazards que esta pode ter. Na sala escavada, com tábuas a ligar as várias ilhas, havia um DC Acrobatics para atravessar as tábuas de forma segura, que eu conseguia passar com uma certa sorte com os goblins. No entanto, se um dos personagens com heavy armor a tentasse atravessar, esta partia-se por baixo dos seus pés, dando 1d10 de dano (falling damage agora é 1d10 por cada 10 feet de queda, em vez dos 1d6 de 3.x).

Minions. Os wizards de spell de area são minion-killers, completamente. Se tiveres 10 minions na sala, o wizard chega lá e bam!, limpa a sala. No entanto, se movimentares os minions para ficarem entre personagens, o wizard não irá usar ataques de área que possam acertar nos seus companheiros. (Em teoria, pelo menos. A não ser que sejam como Jim Darkmagic).

A party teve desta vez o primeiro encontro com zombies, e estes têm uma fraqueza, desfazem-se ao serem atingidos com críticos. O que é curioso que undeads passem de ser imunes a críticos, a serem destruídos por críticos. É curioso também ver o cleric a lançar tantos 20s.

Também foi a primeira vez que lutaram com um solo monster. Montes de hitpoints e poderes deveras nasty, incluindo ataques de área, ongoing damage, etc. Não faz um combate tão táctico e móvel (sobretudo quando a luta se passa na ombreira da porta), no entanto é tão desafiante como eram os encontros em 3.x, ao ponto de no fim do combate, o warlord, que acompanhava o fighter na linha da frente, estar sem healing surges. Foi um dia curto, apenas com dois combates, o que não seria de esperar com as novas promessas de quarta edição.

A história até agora – * SPOILERS *

Os aventureiros não avistam Balgron, no entanto, voltam a ouvir as vozes de goblins vindas de uma área grande e iluminada no fundo do corredor onde se encontram. Decididos em matar mais goblins, tirando claro Splug (onde estava o Splug, anyway?), avançam calmamente até à sala, enviando o sneaky halfling Sapo à frente para avaliar a ameaça. A sala era grande, iluminada por tochas e lanternas, cheia de lixo, cujo chão tinha sido escavado cerca de 10 feet, restando apenas algumas ilhas com rampas, e tábuas a unirem-nas. Os goblins queixavam-se que não havia tesouro nenhum ali, apenas terra. Sapo tenta acertar num dos goblins distraídos com uma das suas killer daggers, no entanto esta aterra longe do pescoço do goblin, alertando-os. Eles logo se calaram e pegaram nos seus crossbows, e atiçaram uns grandes lagartos (Drakes) em direcção à entrada.

Kara, the mighty dwarf fighter armada com um grande martelo, não era muito de esperar que os bichos venham ter com ela, e avançou por uma das tábuas que levava a uma ilha, onde um goblin lhe apontava o crossbow. Mas a tábua não conseguiu aguentar com o seu peso, partindo-se debaixo dos seus pés, fazendo a cair de cara no chão, ouch! mesmo a jeito para uma dentadinha de um Drake. O outro, avançava por uma rampa até ao grupo de aventureiros, atacando Darnakos. Os goblins moviam-se ligeiros e equilibradamente por cima das tábuas, aproximando-se para atacar pelas costas de Darnakos. No entanto a magia de Magiuse colocou a cena em chamas (incluindo os goblins), enquanto a lança de fé de Serjh e as daggers de Sapo apoiavam o grupo à distãncia.

Da luta apenas surgiram baixas da parte dos “maus”, e foram rapidamente despojados dos seus pertences, incluindo um símbolo mágico de Bahamut que fez Serjh exclamar “Meu! Meu!” Enquanto exploravam a sala escavada, Magiuse de guarda ao corredor, avista o pequeno Goblin Splug a arrastar uma mesa de cabeceira… – Que é isso?, Splug encolheu-se e sorriu inocentemente, apresentando o móvel trancado ao grupo, que logo o libertou do fardo, para às mãos do Sapo obter um saco recheado de moedas de ouro, e uma wand que fez as delícias de Magiuse.

Decidiram passar a noite numa das salas antigamente ocupadas pelos goblins, com duas camas velhas e mal cheirosas. Passou sem eventos, apenas estranhos ruídos distantes enchiam o silêncio, entre o ressonar dos aventureiros. Depois do descanço, seguiram para a sala escura, perto do local das escavações. Não era de facto uma sala. Escadas desciam para uma gruta, estruturas rochosas como estalactites e estalagmites eram iluminadas pela luz mágica no capacete de Kara e ruídos de squick, squick ouviam-se da escuridão. Ao avançarem pela gruta, ratos demasiado grandes para ratos movimentavam-se entre os buracos nas estalagmites, mordendo os calcanhares dos aventureiros. Mais surgiram, mas é para isso que Magiuse está lá e os seus feitiços de fogo. Heis quando da escuridão surge uma massa gelatinosa, de cor amarelada na sua direcção. O seu toque era como ácido, queimando pele e armadura. E quando pensavam que estaria quase morta, ela dividiu-se em dois, chovendo ácido sobre o grupo. Mas o grupo venceu-os, ganhando da luta apenas pele queimada e montes de corpos de ratos espalhados pelo chão, que nem o halfling aproveitou para um rat-on-a-stick, what a waste!.

Havia uma porta na parede escavada da gruta. Estava coberta de fungos, mas raspado encontrava-se a mensagem “Keep out. Really.” escrita na língua comum. Espreitando para dentro, com muito cuidado, a luz iluminava escadas que desciam cobertas com o mesmo fungo (que pensavam ter uns certos efeitos alucinogénicos), até uma espécie de piscina de água fétida e mui mal cheirosa. Aproximando-se, repararam numa certa espécie de ilha que continha uma backpack no meio da massa de água. Suspeitando de uma armadilha, Magiuse atira uma pedra e provoca um ghost sound de alguém a afogar-se. Ondas formam-se na água, indicando uma criatura escondida. O grupo move-se para perto da porta, onde Sapo, orquestrando um bolt, crossbow e uma corda, tenta “pescar” a mochila. Dispara e acerta em cheio, ouvindo um som de vidro a partir-se do seu interior. Enquanto puxa a corda, um Blue Slime ergue-se da água e “explode” na direcção do hafling, queimando-o com o líquido ácido. Segue-se o combate, Kara e Darnakos na linha da frente, os outros a alguma distância, matendo-se longe dos ataques de área do slime, incluindo Splug ajudando com pontaria com um crossbow. Entre marteladas, espadadas, daggers e bolts, e a magia de Magiuse e Serjh, exterminaram o Slime, ficando Darnakos particularmente fatigado do combate.

Após o descanso decidiram seguir para a outra ala da masmorra, onde Splug lhes tinha indicado que existiam monstros. Havia mais uma porta que dava para escadas que desciam para a escuridão, e ao avançar cautelosamente descobriram um labirinto de corredores, com umas estranhas runas desenhadas no chão. As runas irradiavam magia, e Magiuse reconheu a armadilha, e um efeito de medo seria infligido a quem a pisasse. Seria possível saltar por cima, no entanto receando os efeitos de falhar, decidiu por outra abordagem. Amarrou-se com uma corda e deu a outra ponta a Kara, avançando aos saltinhos até à runa. Um grito fantasmagórico solta-se do desenho no chão, e energia ataca a mente de Magiuse, sem efeito, e de Kara, que sai disparada a correr na direcção oposta. Descoberto o efeito, decidiram não pisar mais runas. Mas enquanto andavam a tentar mapear os corredores, corpos meio desfeitos de braços estendidos para os agarrar. Zombies! Avançavam tentando arranhar e agarrar, mas nada que o grupo não pudesse tratar. Uns explodiram e outros ficaram desfeitos depois de daggers e marteladas. Até um bolt disparado por Splug desfez um! Então dum lado tinham runas e zombies, se calhar era melhor irem para o lado oposto. Abriram um sun rod, que inundou a masmorra de luz, e encontraram mais zombies Magiuse tinha tudo controlado, queimando-os, enquanto os seus companheiros despachavam o resto.

A sala para lá dos zombies, era uma cripta. Havia sarcófagos de mármore com relevos de figuras de armadura ao longo das paredes e uma luz fraca e de aspecto doente do outro lado. A party suspeitava que mal entrassem na sala, os sarcófagos se iriam abrir e múmias os iriam atacar. Então Sapo, entra na sala para uma inspecção. Com grande esforço (e sem ajuda dos companheiros que ficaram do lado de fora a olhar) foi abrindo sarcófagos à esquerda e à direita, todos contendo apenas pó e ar bafiento. Até praí o sétimo sarcófago que foi quando os restantes se abriram, e dos outros se ergueram nuvens de pó para revelar esqueletos. Montes de esqueletos rodeavam o halfling e foi nesta altura que os restantes membros do grupo entraram na sala para o ajudar, com feitiço, espada e martelo. Mas os esqueletos continuavam a aparecer. Rodeando-os, atacando-os com espada e setas. Serjh canalizou energia divina para o seu Turn Undead, limpando uns quantos, e outros os seguiram. Esqueletos foram aparecendo e sendo desfeitos pelo poder do grupo. Até que o último tombou. E a cripta ficou em silêncio.

2 comentários

Filed under Roleplay

2 responses to “Keep on the Shadowfell – Sessões 5 e 6

  1. Olá.
    Desculpa vir aqui meter o nariz, mas queria só cumprimentar-te pelo site.
    Tenho pena de em Portugal tão pouca gente falar sobre D&D, e tenho acompanhado os teus “reports” sobre o “Keep on the Shadowfell”.
    Gosto dos comentários de “gameplay”, até porque também estou a pensar mudar o meu grupo para 4ª edição e tenho procurado informar-me a seu respeito.
    Tenho visto (um bocado de fugida) os blogs e páginas do vosso grupo de D&D, e devo confessar a minha invejinha, pois parecem-me um grupo bastante dedicado a isto. Tivesse eu essa sorte com o meu grupo, que na maioria do tempo deixa-me a escrever para o boneco na página da campanha, e a falar com os espíritos dos gambosinos…
    Li também a tua pequena review do “Storm Dragon”, o que me deixou contente, pois é algo que ainda se faz menos em Portugal. É curta e sem grandes testamentos pseudo-intelectuais sobre a narrativa e a história e a “realidade da fantasia”, como regra geral alguns ciber-iluminados gostam de fazer.
    E agora calo-me, porque já sei que tenho fama de falar pelos cotovelos, mas era só para deixar uma nota a dizer que se continuares com estes posts, tens leitor garantido.

    – Jorge

  2. Pingback: Rescaldo do Keep on the Shadowfell « Paper Dragon

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