Rescaldo do Keep on the Shadowfell

Se bem se recordam, eu corri a primeira aventura publicada para quarta-edição no verão passado, o Keep On The Shadowfell. Se quiserem recordar, ficam os links:

Nunca escrevi o resumo das últimas duas sessões, por mil e uma desculpas que podia enumerar, incluindo preguiça crónica, falta de tempo e/ou falta de interesse dos jogadores em prosseguir em jogar quarta edição. Obviamente que passado tanto tempo (8 meses) não me recordo exactamente do que aconteceu mas acho que seria bom relatar como acabou a aventura.

IMG_3329

O Fim da aventura (spoilers incluidos)

Resumidamente, os nossos aventureiros continuaram a sua saga através do segundo nível do keep, chegando a uma sala que tinha uma estátua gigante, mais ou menos a meio, duas estátuas de dragões em dois cantos, e perto da porta do outro lado, quatro estatuas de querubins com vazos de água.

Em termos de Gameplay, e apesar da sala estar vagamente mal construída (como descrito aqui), eu não soube jogar muito bem nesta sala, falhando na descrição dos vasos (que seriam “facilmente derrubáveis”, facilmente é um DC xpto, como se verificou não era tão fácil assim) e tendo os jogadores acabado a “destruir” uma estátua de cada vez. Mas enfim, melhor sorte para a próxima.
Passando as portas duplas, o grupo encontrou montes de undeads para lhes lixar o juizo, e ainda um constructzinho que dava bom uso da confusão. Com maior ou menor dificuldade, o encontro foi ultrapassado.

A sala a seguir, onde pude dar uso a um dos poster maps que vinham com a aventura, tinha vampiros escondidos entre os pilares e um padre que foi inteligentemente impedido de participar mais activamente no combate, devido a um feitiço de sleep bem colocado. Havia um buraco no chão, onde sangue escorria para a câmara abaixo. Kalarel, o mau da fita, provocou o grupo, indicando que estaria quase a terminar o ritual yadda, yadda, yadda, pelo que o grupo não podia ir descansar antes do combate final. Confesso que puxei um pouco por eles, porque me cansa irem descansar tantas vezes quando algo de terrivelmente de errado pode acontecer a qualquer momento, mas também, a aventura não antevê a lentidão dos jogadores.
Seja como for, eles lá se atiraram pelas correntes ensanguentadas que desciam até a uma poça de sangue, onde alguns fizeram splat (e aqui, se tivesse sido um pouco mais flexivel, talvez nao tivessem perdido alguns hit points que fizeram falta durante a luta). Para além do Kalarel, que pousou o seu livro para lhes dar atenção, havia esqueletos e outro bicho undead com grande range de ataque.

IMG_3328

A primeira parte do combate correu bem para os aventureiros, enquanto havia healing surges, HP e dailys, Kalarel levou porrada e teleportou-se para um circulo mágico que lhe aumentava as defesas e o colocava junto de outra fonte de protecção, The Thing Beyond the Portal, gosma negra que saia do portal apagado para bater no que se aproximava. Naquele círculo, era muito difícil bater no Kalarel, pelo que a estratégia foi empurra-lo para fora de lá. Devido às novas habilidades de pull e push, os jogadores conseguiram por momentos tira-lo de lá, e nessa altura tudo estava encaminhado, e parecia que iam vencer.
Mas aí começaram a cair. Uma após outra, as personagens tombavam, já nao havia curas que os ajudassem. Até que já não restava ninguém, Kalarel agarrou o livro e terminou o ritual, o portal abriu-se e, supostamente, undeads começaram a jorrar para o nosso mundo.

Este novo D&D e eu

IMG_3325

Eu gostei de ser DM em quarta edição. Os primeiros combates foram complicados, há vários monstros em combate e há toda uma série de coisinhas que têm de ser tidas em conta, como marcas, on going damage, bonus e penalidades que são válidas durante um turno, ou status efects como weakened ou slowed. Muitas destas coisas já existiam em 3.5 (calcular o attack bonus estando large, blessed e empowered com bull strength pode ser comum ao ponto de criares uma entrada para isso na tua character sheet, mas também pode não ser), sendo que agora normalmente terminam ao fim do turno ou do combate. A mim ajudou-me ter cartas para controlar iniciativa, marcas para colocar nos bonecos (as famosas caixinhas de cores, que só eu é que gostava mesmo), e as minhas “combat sheets” que eu preparava em casa para cada combate. Mas mesmo assim, era difícil lembrar-me das habilidades dos monstros, sem estar sempre à procura delas no livro/aventura (e eu sendo despistada, demorava sempre montes de tempo a encontra-las).
Fazer combates para o nivel da party é mais simples, visto que se acabaram os CRs. Basta “preencher um plafond de xp” para cada encontro. Mas tendo uma aventura pré-feita, não tive que me preocupar com isto. E calcular XP também é mais fácil, divides o XP do encontro pelo número de aventureiros e voilá! (apesar de isto não funcionar correctamente se um dos elementos for de nível mais baixo, o ajuste deve ser “manual”, senão ele nunca apanha os companheiros…)

Em termos de ser jogador, bem, o sentimento geral à volta da mesa era muito diferente e havia muitas coisas que os jogadores não gostavam ou não concordavam. Desde magic missiles que é preciso rolar dado para acertar, a poderes que empurram e puxam adversarios “porque sim”. Diziam, com tantos reclamaram em foruns por essa internet fora, que o jogo tornara-se um jogo de tabuleiro misturado com MMORPG, em que as classes são todas iguais.
Não tendo jogado desse lado do screen, não poderei ter uma opinião correcta do que é ser jogador de D&D em quarta edição, mas o meu sentimento continua a ser de gosto deste novo jogo. O que não quer dizer que concorde com tudo, mas isso é conversa para outros posts…

3 comentários

Filed under Roleplay

3 responses to “Rescaldo do Keep on the Shadowfell

  1. Ravhin

    Eu gostei das caixinhas ! Bastante úteis ! Acho que nesse aspecto a opinião é positiva😉

  2. Confesso que estou curioso por ser DM em 4ª edição. Claro que gostava era de acabar a campanhe em 3.5😉

  3. Ah, finalmente a conclusão! Devo dizer que nem acreditava mais que sairia este resumo do final da aventura! Hahaha! E o mal vence, que lindo! (Mestre falando…)

    Quanto ao D&D e sua nova edição devo dizer que, também como mestre, gostei bastante das mudanças e facilidades. De certo modo, há mesmo uma facilidade para narrar. Digo, o jogo ficou mais “DM friendly” e isso é algo bom.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s