Descida às profundezas de Sharn

A quinta sessão na campanha Echoes of Heroes foi a 21 de Novembro. Podem encontrar os links para os relatos anteriores aqui.

Na última sessão:
Os nossos intrépidos aventureiros/marshals são invencíveis tanto em terra como nos céus, fazendo furor nos vários níveis de Sharn e até foram entrevistados por uma famosa jornalista do Sharn Inquisitive, Loane Longpen. Entre as
actividades misteriosas de uns e a dor de cabeça de outro (sorry Bran!), procuram a identidade de K, cuja nota assinada encontraram no corpo de Aric Blacktree. A sua busca de artefactos e outras remunerações levou-os aos escritórios de professores da Universidade de Morgrave, nomeadamente o prof. Grissom “Bugfreak”.

Quem é K? O que são Kruthiks voadores, e será que são perigosos para a saúde dos nossos aventureiros?

Descida às profundezas

A história até agora

O grupo preparava-se para descer até às profundezas de Sharn quando se reencontraram com Bran, que viera ter com os seus companheiros visto estar a sentir-se melhor. No entanto Mikal recordou-se de um compromisso que tinha marcado, e disse-lhes que depois ia ter com eles “lá a baixo”.

Usando os elevadores mágicos, seguiram o seu caminho até à zona mais baixa da cidade, e entraram por um túnel em direcção ao distrito de Khyber’s Gate, onde ficava a Tain Foundry e onde encontrariam Molric. Os guardas da fundição estava despreocupados jogando às cartas, e quando questionados sobre Molric apontaram na direcção de um pequeno e escuro bar no interior da fundição. VII teve a oportunidade de reparar que a maior parte dos trabalhadores eram warforged.

Molric era um anão careca e sem barba bastante mal humorado. Falou-lhes em como os Kruthiks andavam a atacar os seus trabalhadores e disse-lhes que pagava 100 peças de ouro se eles os eliminassem. Com ele estava um padre hobgoblin, de vestes brancas e ar preocupado.

Seguindo as indicações de Molric para chegar ao local de onde suspeitava estar a infestação de Kruthiks, atravessaram os corredores das profundezas de Sharn, também chamadas Cogs, onde a humidade e o ar quente tornavam o local bastante convidativo a Kruthiks e saunas.

No local, perceberam que para lá do buraco meio escavado meio desabado na parede das fundações das torres, havia chão trabalhado. A abertura dava entrada para uma grande sala, adornada no centro por uma pilha de caveiras negras seguras numa barreira de ferro onde se podia ler em runas o seguinte: Ashurta, slayer of these weaklings, keeper of the Blade of the Ashen Crown. Even in death, he is stoic and strong. The might of Xoriat has not bested him, and Hell goes with him.

Assim que se aproximaram para investigar as runas, e os vestígios de luta, Kruthiks apareceram de buracos nas paredes, atacando os companheiros. Entre eles, dois voavam, os infames Kruthiks voadores. Bran, Sariel, VII e Vril atacaram-nos em força, com setas, espadas, martelos e voz mortífera (?), acabando por se encher do sangue acre de cheiro a vinagre. Bran ainda esventrou os corpos dos Kruthiks voadores em busca de ovos, mas só encontrou a expressão “Que nojo!” de Sariel.

Investigando a sala repararam que a porta original, estava coberta de destroços caídos das paredes e tecto. Havia alcovas com restos mortais de goblins e outros goblinoides, e a pilha de caveiras continha os restos mortais de várias raças, mas nenhum de humanos ou elfos. Uma bandeira esfarrapada, repousava num pequeno estandarte que brilhava com magia, e encontraram também um pequeno diário danificado, com um pedaço de cabedal (imagem abaixo). Aparentemente outros teriam entrado naquelas ruínas, sem muita sorte…

Cryptic Leather

Cryptic Leather - Uma pista

Portas duplas de ferro, não obstruídas por destroços, conduziam a um corredor, que levava a outra porta. Luzes vermelhas crepitavam do outro lado. Ao longe, ouvia-se o som de rocha a raspar em rocha. Entraram na sala. Braseiras ardiam, duas nos cantos e uma sob uma grande estátua de uma figura demónica, cujos olhos brilhavam de vermelho. No centro da sala estavam um conjunto de placas, aparentemente activadas por pressão. Quatro outras estátuas olhavam na direcção das placas, cada uma com uma palavra goblin escrita em runas.

Fiendish Passage

As palavras eram as seguintes:
East North South Open
Door Fire Right Hell
Rage Hand Release Unlock
Up Left Down Today

O grupo desconfiou longo das placas que indicavam Fire ou Hell. Tentaram carregar na placa Open, mas não teve qualquer efeito. A porta do outro lado da sala estava fechada. Finalmente alguém carregou na placa Fire e pequenas criaturas feitas de chama surgiram de cada uma das braseiras, atacando o grupo. Uma delas moveu-se até à placa que dizia Hell, e uma pequena criatura voadora com cornos e uma cauda afiada, um Imp, surgiu perto da está demoníaca. O Imp também começou a atacar, sobretudo Vril, que ainda procurava as placas certas. O Imp procurou chegar à placa de Fire novamente e ainda a carregou 3 vezes, de cada uma das vezes, uma pequena chama animada surgia e tentava colocar-se junto a alguém. Estas não atacavam, apenas queimando quem as rodeava.

Vril concentrou-se no Imp, com receio de que chamasse ainda mais inimigos para lhes fazerem frente, e o grupo batalhou os soldados de fogo, queimando as pestanas. Uma chama animada, a última, foi particularmente díficil de matar, mas acabou por não resistir à força do grupo.

Os montros foram derrotados, perante o olhar vermelho da estátua demoníaca.

O Jogo

Os Personagens em jogo foram:

Sariel, Eladrin Bard, agora nível 2
VII, Warforged Warden, nível 2
Vril Dox, Human Artificer, nível 2
Bran, Human Ranger, nível 1

Esta foi a primeira sessão depois de alguns membros do grupo subirem de nível, pelo que permiti que ainda fizessem alterações aos personagens. Fizemos uso das regras de Retraining:

Every time you gain a level, you can retrain your character: change one feat, power, or skill selection you made previously. You can make only one change at each level. When your class table tells you to replace a power you know with a different power of a higher level, that doesn’t count as retraining—you can still retrain an additional feat, power, or skill as normal.

Sobretudo para os jogadores menos hardcore, que não planeiam as suas personagens de nível 1 a 20 (ou 30), esta regra, que passou a existir em 3.5 com a saída do DMG2, é particularmente útil. No meu grupo, esta é a primeira vez que a maioria está a jogar quarta edição, pelo que é bom que aproveitem os retrainings permitidos.

Esta é uma aventura da Wizards of the Coast, que vem com uma pasta, dois livros e um poster map, como tem sido um hábito nas aventuras de quarta edição, no entanto, pergunto-me se não seria interessante que com a aventura viessem todos os mapas usados, ou pelo menos os mapas das salas da masmorra. Provavelmente são fáceis de fazer com dungeon tiles, mas duvido. Tendo a oportunidade de desenhar os mapas antes da sessão, e colocá-los em jogo na altura certa, é de aproveitar. Sobretudo em áreas iluminadas da masmorra.

Não podem acusar as aventuras publicadas de não terem puzzles, no entanto, as pistas não são lá muito óbvias… que o digam os meus jogadores.

3 comentários

Filed under Dungeons & Dragons

3 responses to “Descida às profundezas de Sharn

  1. Por sinal estamos a fazer a mesma campanha quase em simultâneo. Quando comecei já os teus PCS andavam a espiolhar a casa que fazia Hmmm. Hoje vou mandá-los à Fundição Tain (não consigo dar uma aventura sem traduzir pelo menos o que pode ser traduzido). Não deixa de ser engraçado que seguimos o mesmo caminho, apesar de ter umas 5 aventuras em PDF para nível 2.

    Por pouco o meus PCs não iam parar a Vathirond à procura do Blacktree, mas fazem tantas perguntas aos NPCs que se torna difícil responder a tudo como deve ser. Mas levei a Mallora (a “cabra” do Emerald Claw que os atacou na torre e sobreviveu porque adores inimigos recorrentes e o Aric não serve para o papel) para a estalagem onde estavam hospedados – a Broken Anvil, que também vem de uma aventura de 3.5 – e depois disso lá descobriram o plano daquela gente.

    Apesar de dois dos jogadores serem “absolute beginners”, que só se querem entreter nas noites de Inverno, está a correr bastante bem.

    Seja como for, vou manter aqui um olho atento para saber mais ou menos como pode correr a coisa. Se quiseres trocar ideias e/ou recursos é só mandares um email, para o endereço que deixei no formulário.

    Também estou preocupado com esse puzzle. Acho que eles vão é carregar em todas as placas (lol) antes de sequer pensar um bocado.

    Ah, sobre os mapas, introduzi nesta campanha três novidades:

    -battle grid hexagonal plastificada: o desenho das dungeons é mais dificil de fazer, mas o movimento e disposição das coisas no campo de batalha é muito mais simples e natural;

    -um magic marker: para desenhar as dungeons na battle grid e poder apagar sem problemas;

    -caricas com as iniciais do jogadores: não temos miniaturas.

    Este equipamento TODO custou cerca de 3 euros e é sempre reutilizável.
    Fica a ideia

    Abraço

  2. Ravhin

    battle grid hexagonal é uma boa ideia ! Pessoalmente prefiro isso ao mundo quadrado de 4ed😛 .

    Porque é que eles (WotC) nunca pensaram em usar hexágonos ?!

  3. Pingback: Echoes of Heroes – A história até agora – parte 1 « Paper Dragon

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