Echoes of Heroes – A história até agora – parte 2

Aqui está a segunda parte da história até ao momento passada na campanha de Dungeons & Dragons passada no mundo de Eberron. Podem encontrar a primeira parte aqui.

Six Kings

Six Kings

O túnel que levava às ruínas por baixo de Six Kings, era instável e encontrava-se desabado em alguns pontos. Tiveram até que escavar para desobstruir o seu caminho até uma antecâmara onde brilhava um estranho obelisco. Os goblins e hobgoblins avançaram para o interior da sala para estudar e activar o obelisco, que os teleportou para outra zona das ruínas. Nesse exacto momento, esqueletos ganharam vida atacando os elementos vivos que restavam, os companheiros que não tinham sido teleportados por não terem sangue de goblin. Nada que não conseguissem resolver, sem grande trabalho, apesar de parecer que o tecto poderia desabar sobre a sua cabeça a qualquer momento.

Uma voz na pedra falante que Yeraa lhes deixara, indicava-lhes que os goblins estavam bem, noutro local, mas que de momento não conseguiam voltar. Conforme tinham combinado, o grupo prosseguiu com a exploração das ruínas em busca de outro pedaço da Ashen Crown.

As salas de pedra trabalhada meio destruídas alternavam com as grutas naturais onde encontraram velhos fantasmas de goblins, aberrações (dolgrims e dolgaunts) e goblins das profundezas. Encontraram passagens sombrias e um rio subterrâneo que tiveram que atravessar. Vril Dox encontrou também a sua morte numa dessas salas, revelando a sua verdadeira identidade de changeling ao resto do grupo, mas com um ritual emprestado conseguiram trazer a sua alma de volta.

Na última sala que visitaram, uma piscina de água límpida reflectia o rosto de terríveis aberrações, uma delas carregava a gema Zaarani’s Solitaire, a peça da coroa que vinham buscar. A coroa ansiava por ser reunida, ou pelo menos era assim que VII percebia as suas intenções. Derrotaram as aberrações e reencontraram-se com os goblins, também eles tinham chegado com sucesso a uma das peças. Yeraa agradeceu profundamente a ajuda dos companheiros, enquanto os outros goblins seguiram primeiro para o barco voador que os levaria a Graywall, onde o último pedaço os aguardava.

Mas à saída da gruta aguardava-os também um monte de zombies. Alguns deles pareciam ser os goblins e hobgoblins bladebearers que os tinham atacado dias antes, auxiliados por outros zombies humanóides. A luta não foi difícil, os zombies lutavam desarmados (o grupo não deixava corpo armado, levando tudo!). Mas não tinham sido apenas eles atacados, a sua boleia também, apesar do dano ser apenas parcial e recuperável até ao dia seguinte.

Graywall

Graywall

A nave voadora Kordanga levou-os por cima das montanhas até à cidade de Graywall, onde atracou junto ao enclave da casa Orien, na zona da cidade reservada aos estrangeiros. Usando a parte da coroa que conseguia detectar as outras, Karruuk’s Circlet, descobriram que o último pedaço estava por baixo da praça onde todas as noites abria o mercado goblin, um sítio onde tudo se compra e vende. Planearam fazerem-se passar por vendedores, aproveitando também para se livrarem de algum do material que tinham acumulado durante as suas aventuras. Seguiram cedo para a praça onde montaram a sua barraquinha que iria esconder os goblins enquanto estes iriam escavar até à câmara lá de baixo. Até voltarem, o grupo teria de passar por vendedores, evitando chamar a atenção para as escavações.

Durante a noite tiveram que evitar os olhares desconfiados de guardas, e da irmã de Bran que apareceu por ali, assim como todo o tipo de criaturas que apareciam interessadas no que tinham para vender, minotauros, orcs, goblins e até medusas que andavam de olhos fechados, observando com as cabeças de serpente dos seus cabelos. E os goblins conseguiram escavar e descer e, já a noite ia avançada, descobrir o que procuravam, que comunicaram via as encantadas pedras falantes. Já o mercado estava a fechar quando um grupo de gnolls comandado por alguém que parecia a elfa da máscara da caveira que tinham encontrado em Sharn com o prof. Beril, atacou-os. Concentrando os seus ataques na VII, e provocando algumas reacções histéricas entre as pessoas assustadas que ainda permaneciam na praça, os bandidos fizeram mossa mas foram derrotados. No fim, a elfa mostrou ser um changeling… possuidor de uma estranha rod, que Vril entendia ser um pedaço de uma parte maior, que lhe indicava que de alguma forma um dos outros pedaços estaria longe mais ou menos para sul.

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Limpavam as suas feridas quando os goblins anunciaram que iam subir. Ao saírem da barraquinha, tinham um ar frio e sombrio, e Yeraa parecia ter uma estranha aura à sua volta. Olhando com mais atenção, verificavam que a pele estava a sair em alguns sítios, mostrando os ossos por baixo. Já estavam mortos, e preparavam-se para os atacar. VII preparava-se para chamar a atenção dos seus adversários quando pareceu ficar completamente imóvel, raios azuis tremelicavam-lhe nos olhos. E do outro lado do mercado, surgiu uma ajuda que não esperavam, uma criatura de pele roxa e branca, um deva de robes que estava a ajudar o grupo na luta contra os goblins undeads.

Foi uma luta complicada, sem VII para segurar os seus inimigos. Sariel acabou por tombar no chão e não resistir aos seus ferimentos. E o deva mostrou ser um feiticeiro, de nome Sparhawk, que ofereceu-se para os acompanhar nas suas lutas contra o mal.

Tikulti falou-lhes a partir da pedra falante, provocando-os. O agente da citadel mostrou estar a trabalhar também para a elfa da máscara da caveira e para a Emerald Claw, e disse que os aguardava em Sharn com o resto dos pedaços da coroa. O grupo ficou preocupado com o que o traidor poderia dizer na Citadel sobre eles, e tratou de usar os seus recursos para mandar mensagens, pedindo favores para mostrar que estavam a ser incriminados. Trataram também de ressuscitar Sariel na casa Jorasco e de fazer algumas compras no mercado goblin. No dia seguinte partiram para Sharn, usando os serviços da casa Orien, que os teleportou para a Cidade das Torres.

Primeira paragem foi a King’s Citadel, onde tiveram de explicar ao Capitão Kalaes e a um clérigo detector de mentiras a história, que este confirmou. Foram contactados pela elfa, que disse que queria os últimos pedaços da coroa e tinha o prof. Beril prisioneiro. A Citadel não parecia querer ajudar, apesar do seu agente Tikulti ter-se revelado um traidor, e o grupo foi contrafeito de volta ao túmulo de Ashurta, onde de acordo com o diário de Yeraa, seria o melhor sítio para unificar todos os seus elementos na Ashen Crown.

No túmulo de Ashurta encontraram kruthiks zombies, soldados da Emerald Claw e Jaenus, o assistente da elfa da máscara de caveira. Foram mortos e devidamente queimados, a partir dessa altura os companheiros decidiram não arriscar mais zombies. Avançando pelo túmulo, encontraram Tikulti, na sua forma changeling, junto com mais soldados da Emerald Claw e uma caveira negra flutuante na sala da estátua demoníaca. Após a sua morte, Vril fez-se passar por Tikulti para se aproximar da elfa, que preparava um ritual na sala do túmulo de Ashurta. Na mesma sala, o professor Beril gritava por auxílio, estando preso ao caixão de pedra vazio.

Vril-Tikulti aproximou-se sem problemas da elfa, sob o olhar de zombies tatuados, e iniciou o seu ataque, dando sinal aos seus companheiros que invadiram a sala e começaram a despachar zombies aqui e ali. Beril, conseguiu soltar-se e parecia deslocar-se para a saída quando atacou Sariel. Também parecia um zombie, como os goblins que enfrentaram no mercado. Vril ficou preso na nuvem venenosa conjurada pela elfa enquanto VII tentava atacá-la e Sparhawk despachar os zombies à sua volta. No fim, Vril foi dominado pela magia necrótica e a elfa tentou fugir mas sem sucesso. O grupo recuperou os restantes pedaços da coroa e levou os corpos de Beril, Tikulti, Jaenus e Demise ao capitão da Citadel, que os inquiriu se estariam dispostos a entregar a coroa aos wordbearers, em Darguun. Eles disseram-lhe que precisavam de uns dias para pensar.

Enquanto pensavam, para além dos assuntos pessoais que cada um tinha, acompanharam Vril ao local que a estranha rod apontava. Na terceira porta do terceiro andar da torre Trinity, encontraram Mikelus, o assistente do poderoso feiticeiro Jonaz Lane (embora ligeiramente senil), que tinha desaparecido na sua torre extraplanar, e o assistente não o conseguia seguir por causa de um feitiço protector. Vril recordava-se de encontrar esse nome num papel amachucado no mesmo bandido do qual recuperara a rod, e pensando poder obter algumas informações do feiticeiro, decidiram ir à sua torre procurá-lo.

O assistente abriu um portal a partir duma estante que os levou a um prado verde imenso na sombra de uma torre alta a perder de vista. A torre não tinha porta ou escadas, na sua base havia uma sala redonda iluminada por pequenas janelas altas. Uma figura massiva, mais tarde identificada como um golem, com o corpo coberto de escamas brilhantes, permanecia imóvel no centro de um círculo de glifos arcanos. Quando VII se aproximou, atacou-os. A porta da torre fechou-se magicamente, impedindo até Sariel de se teleportar para fora. O golem avançava por eles, batendo-lhes com os seus punhos e magoando-o com a sua aura de escamas.

A estratégia para derrotar o golem passou por manterem-se afastados uns dos outros, deixar VII lá a frente a levar com ele e atacar a criatura de longe, já que ela não parecia ser imune a magia. O golem ficou inactivo eventualmente, sendo que puderam examinar o círculo arcano, que parecia ser um elevador mágico, que se dispunha a levá-los para cima. Para cima eles foram, e viram-se numa espécie de biblioteca-laboratório, onde um portal brilhava no centro e pequenos demónios voavam ou rastejavam, ou sorriam-lhes de punhos levantados. O elevador deixara de funcionar, assim como VII, e os demónios atacaram-nos.

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Os pequenos demónios que pareciam gosma rastejante imobilizaram Sariel enquanto ela tentava desactivar os pilares que energizavam o portal, enquanto que os outros demónios concentravam o seu dano em Vril e Sparhawk, já que VII não passava de uma estátua de madeira com faíscas nos olhos. Vril e Sparhawk foram ao chão e recearam pelas suas vidas. A pontaria de Bran ainda os foi safando, assim como os poderes curativos da canção de Sariel. Findo o combate, arrumaram VII no Bag of Holding, procuraram o laboratório por algo de útil e decidiram ir para casa para lamber as feridas. Mas foram interrompidos por… um velho de longos cabelos e longas barbas que se apoiava num cajado e lhes perguntou o que raio estavam a fazer na sua torre.

Encantado pela beleza de Sariel, convidou-os para refrescos na esplanada no topo da sua torre e contou a Vril sobre a sua rod, um pedaço da Rod of Seven Parts. Jonaz tinha um pedaço, e nunca se dera ao trabalho de procurar todos porque segundo informações, havia um pedaço perdido em Metrol, no interior do Mourning. Aceitou entregar o pedaço a Vril, em troca de um futuro favor e de uma noite de ópera com Sariel.

À saida, Bran estava particularmente zangado com os companheiros, que andavam ali a brincar enquanto havia um assassino atrás deles. Decidiram ir entregar os pedaços da Ashen Crown para que a Citadel é que se preocupasse com eles e a caminho foram atacados pelos tão falados assassinos. Entre eles, uma tiefling, que os tinha atacado antes de partirem para Droaam, mas desta vez ela tinha uma dragonmark aberrante no rosto.

Entre gémeos halflings com bolts envenenados, e as serpentes ilusórias da tiefling, o combate podia ter acabado mal. Metade do grupo no chão, a outra metade a aguentar-se por pouco. Graças a uma recuperação miraculosa de Vril que veio dar novo fôlego aos nossos heróis, conseguiram tombar a tiefling com umas setas certeiras de Bran, e cansados, respiraram de alivio por estarem vivos.

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