Sessões 25 e 26 – Do armazém para a gruta dos cogumelos

Na última sessão, o nosso grupo de aventureiros chegou a um armazém depois de uma aventura nos esgotos e estava prestes a iniciar o combate com os guardas desse armazém. Seguem-se os relatos das 25ª e 26ª sessão, passadas a 17 de Julho e 14 de Agosto, respectivamente.

Vórtices Elementais



A história da sessão

Sparhawk descarregou ondas de magia no homem de robes e nos guardas que vieram em seu auxílio. Os seus companheiros juntaram-se à luta: Sariel e Vril subiram acima de alguns caixotes, Bran encontrou um cantinho bem escondido, de onde conseguia ver toda a sala, e dificilmente dariam por ele.

O homem de robes lançou o que parecia uma shard brilhante para o chão, que se estelhaçou numa nuvem de fumo. Do fumo e estilhaços, surgiu um vórtice elemental, um monstro que parecia feito de vento e pequenas shards brilhantes. E vinha na direcção dos companheiros.

Mas Sparhawk tinha mais truques na manga. Chamando a si o poder da magia para criar uma nuvem tóxica que para além de magoar todos os que permanecessem lá dentro, obscurecia a visão, protegendo os seus amigos.

IMG_5833

Sempre que alguns dos guardas conseguiam escapar da nuvem para atacar VII ou Sparhawk, este puxava a nuvem para os envolver novamente, até que ele próprio se viu empurrado para o seu interior pelo monstro de vórtice, altura em que fez desaparecer a nuvem, ficando apenas o seu rasto mortífero.

Ainda em combate, começaram a ouvir o som de alguém a tentar abrir o alçapão. O caixote que repousava no seu topo impedia-os de passar e os guardas moveram-se para tentar desimpedir o caminho. Mas com alguns golpes finais, VII e Vril conseguiram impedi-los.

Tentaram repousar e recuperar da feridas, mesmo ao som dos estrondos. Mas passado alguns minutos, o que restava do alçapão e o caixote que o bloqueava explodiu, ficando apenas uma nuvem de fumo em seu redor. O grupo agarrou nas coisas que podia e fugiu para a sala ao lado, outro armazém. Fecharam a porta o melhor que podiam e posicionaram para atacar assim que os seus perseguidores entrassem na sala.

Sariel, no entanto, estava curiosa e espreitava a porta que dava para o exterior, para uma rua suja e escura. Do outro lado da rua, uma taberna de mau aspecto (de nome “O nariz partido”), com dois mendigos no exterior a esticar a mão para quem passava.

Ka-boom! Com um novo estrondo, a porta que separava as duas salas do armazém abriram-se de par em par, mostrando guerreiros de armadura e amigos. VII começou logo a desacar porrada à esquerda e direita, Vril e Sparhawk dispararam a artilharia para o interior da sala de onde vinham, para tentar atingir o maior número de adversários. Bran, de pontaria certeira, ajudava VII e Sariel, estranhamente, saiu porta fora!

Assim que Sariel saiu do armazém, os aparente mendigos levantaram-se dos seus postos, atentos ao seu movimento. Fizeram sinal a alguém do lado de dentro da taverna e chamaram por Sariel, tentando cortar-lhe caminho.

IMG_5834

Lá dentro, depois dos guerreiros de armadura saírem, um deles lutando com VII, o outro dirigiu-se para Vril e Sparhawk, uma série de homens em robes semelhantes aos cultistas que tinham visto vieram a correr, apenas para encontrar a morte nas explosões arcanas mortíferas de Sparhawk que fê-los tombar com um só feitiço, não antes de ser ferido por eles.

Os mendigos conseguiram apanhar Sariel e atacaram-na com as espadas que escondiam por baixo dos seus mantos sujos e esburacados. Ela observou um homem sair a correr da taberna, olhar para Sariel e para o armazém e continuar ao longo da rua. Sariel conseguiu desembaraçar-se dos mendigos com alguma facilidade e voltou para o interior do armazém, dizendo que “foram chamar reforços!”.

Entretanto, VII, Sparhawk, Vril e Bran tinham eliminado os seus adversários, apenas um humano restava, com aspecto de padre de amuleto ao peito que deu luta durante mais algum tempo, mas eventualmente também tombou.

O grupo pode respirar de alívio, mas dada a possibilidade de estarem mais a caminho, decidiram não ficar por ali muito tempo. Saíram para a rua, tentando identificar onde se encontravam em Sharn. A tabuleta do armazém indicava 613, um número que lhes era de certa forma familiar… Bran recordou-se: era o armazém na nota que estava na assassina Kalista! Estavam em Lower Dura, uma zona pouco simpática da cidade.

Os transeuntes desviavam-se dos nossos heróis, não querendo problemas, e conseguiram chegar sem mais problemas aos elevadores para o nível superior da cidade.

Depois de uma noite de descanso e delicioso jantar na companhia de Lord Major Bren ir’ Gadden, que queria saber mais sobre as aventuras do grupo que tem ocupado os seus quartos de visitas, voltaram à missão que a Casa Cannith lhes tinha fornecido, recuperar um artefacto das ruínas de uma antiga forja.

Sparhawk abasteceu-se de espetada de rato e voltaram aos esgotos. A passagem que antes estava marcada com uma caveira, tinha sido selada. Seguindo para o outro lado, chegaram até uma porta encrostada na parede dos esgotos, com o mesmo símbolo que estava no diário do falecido professor .

Tocando com o diário no símbolo, a porta abriu-se soltando ar com cheiro a mofo e humidade. Havia um poço que descia durante vários metros por pedra antiga e terra. Amarraram uma corda à porta e desceram facilmente até ao fundo, indo dar a uma grande caverna, aparentemente coberta de cogumelos e outros fungos.

Myconids

Temendo a presença de myconids, decidiram jogar pelo seguro e queimar o caminho à medida que avançavam, usando a magia de fogo de Sparhawk (apesar de ele ficar relutante ao ouvir os pequenos cogumelos guinchar ao serem consumidos pelas chamas). Evitaram uma poça de líquido escuro e os restos de edifícios cobertos de cogumelos florescentes. Eventualmente chegaram a uma estrutura que estava completamente livre de fungos, como se fosse terreno sagrado. Nesse local, uma pequena fonte com água estranhamente pura e fresca repousava, que os aventureiros aproveitaram para encher os cantis.

Voltando à exploração, passaram por um túnel, aparentemente de paredes cobertas de cogumelos, e passaram por de trás de uma coluna e uma zona qual alguns destroços, pedras espalhadas pelo caminho, o local perfeito para uma emboscada. Esporos de myconid saltaram-lhes para cima, um enxame de pequenos cogumelos surgiu do canto da caverna, myconid guards surgiram da escuridão à frente deles… e atrás também!

IMG_5844

Rodeados de cogumelos tiveram que recorrer aos seus vários truques (alguns novos) para saírem da situação. Os esporos eram particularmente perigosos, já que explodiam quando atingidos. Conseguiram derrotá-los e decidiram descansar no sítio da fonte, cuja água acabou por revelar ter propriedades curativas.

Depois de ligarem as feridas e reduzirem a água da fonte a zero, voltaram às suas explorações. Chegaram a uma grande estrutura, intacta da influência fungal e com um aspecto bastante inteiro. Nas portas duplas, o símbolo antigo da Casa Cannith, igual ao da porta, igual ao do diário. Mas o mesmo truque não funcionou de novo. Sparhawk tinha, no entanto, um ritual para abrir a fechadura mágica e mecânica que trancava a porta.

Heis que as portas se abrem, revelando o interior da antiga forja da Casa Cannith, contendo… Não percam o próximo episódio!

1 Comentário

Filed under Dungeons & Dragons, Roleplay

One response to “Sessões 25 e 26 – Do armazém para a gruta dos cogumelos

  1. Não conhecia o blog e logo que vi achei excelente. Ótimo o reporte de campanha, vou acompanhar a partir de agora.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s